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Vigilância em Saúde

Perguntas Frequentes

Publicado: Terça, 30 de Maio de 2017, 10h33

O que é Radiação Não Ionizante (RNI)?
Radiações não ionizantes são as radiações de frequência igual ou menor que a da luz (abaixo, portanto, de ~8x1014Hz (luz violeta)). Geralmente a faixa de frequência mais baixa do UV (UV-A ou UV próximo) também é considerada não ionizante ainda que ela, e até mesmo a luz, possa ionizar alguns átomos.

O que é a Radiação Ionizante (RI)?
As radiações ionizantes são ondas eletromagnéticas de frequência muito elevada (raios X e gama), que contêm energia fotônica suficiente para produzir a ionização (conversão de átomos ou partes de moléculas em íons com carga elétrica positiva ou negativa) mediante a ruptura dos enlaces atômicos que mantêm unidas as moléculas na célula.

Onde pode ser utilizada a RI?
Nas indústrias em geral, construção civil, hospitais e clínicas médicas e odontológicas, indústria do petróleo, irradiador de grande porte, pesquisa, área militar, radiografia industrial, transporte de material radioativo, laboratório de cíclotron e reatores nucleares.

Quando o acidente com radiação ionizante se constitui em desastre? 
Desastre é uma interrupção grave do funcionamento de uma comunidade ou sociedade que leva a uma grande quantidade de mortes, bem como perdas e prejuízos materiais, econômicos e ambientais, que excedem a capacidade da comunidade ou da sociedade afetada em fazer frente à situação mediante o uso de recursos próprios.
Todo acidente com radiação ionizante pode se constituir em desastre de origem antropogênica na medida em que esse resulta na extrapolação da capacitação local de resposta ao evento, frente ao comprometimento do funcionamento da comunidade atingida, aos impactos na economia e nos meios de sobrevivência local.

Qual o papel do setor saúde nos acidentes com radiação ionizante? 
Desenvolver um conjunto de ações a serem adotadas continuamente pelas autoridades de saúde pública para:

  • Reduzir a exposição da população e dos profissionais de saúde aos riscos associados a esses desastres;
  • Minimizar a ocorrência de doenças e agravos;
  • Fortalecer a atuação dos serviços de saúde na gestão dos riscos.

De que forma o setor saúde pode atuar em acidentes com radiação ionizante? 
A atuação do setor saúde deve embasar sua atuação nas diretrizes da gestão dos riscos associados aos desastres. Essas diretrizes pressupõem a atuação não apenas na resposta ao evento, mas em todas as fases da gestão do risco:

  • Redução (prevenção e mitigação dos riscos; preparação do setor saúde);
  • Manejo (alerta e resposta);
  • Recuperação (reabilitação e reconstrução).

Como os acidentes com substâncias radioativas podem afetar a saúde da população?

  • Causam óbitos, doenças (agudas e crônicas), intoxicações, ferimentos ou traumas, além de comprometer a saúde mental.
  • Contaminam água, solo e ar;
  • Comprometem ou interrompem os serviços públicos essenciais (principalmente água e transporte);
  • Alteram a rotina e a capacidade de resposta dos serviços de saúde, em função da urgência do atendimento às vítimas pelas equipes de vigilância, assistência farmacêutica, assistência pré-hospitalar e hospitalar, bem como dos serviços laboratoriais e de diagnóstico.

O que são fenômenos eletromagnéticos? 
Os fenômenos eletromagnéticos são manifestações naturais e artificiais de energia dotadas de um componente de intensidade e outro de frequência de oscilações, sendo a luz visível um exemplo.

O que são ameaças tecnológicas?
Ameaça tecnológica é um componente do risco para um desastre. Os acidentes com produtos químicos perigosos, com agentes biológicos, com fontes radiológicas, são exemplos de ameaças tecnológicas. Esses acidentes se materializam pela ocorrência de explosões, incêndios e liberações com produtos químicos perigosos. Dependendo do tipo de liberação (emissão de gases tóxicos, vazamento de líquidos e sólidos perigosos) e da magnitude dos incêndios ou explosões que possam estar associados a essas liberações, a exposição humana e ambiental a radiação ionizante pode levar a efeitos agudos e crônicos, tanto para a saúde do homem quanto para a saúde do ambiente.

Quais ações podem ser realizadas pelo setor saúde na gestão dos riscos de desastres de origem antropogênica?

  •  Identificar ameaças tecnológicas presentes no território;
  • Caracterizar as vulnerabilidades da população presente na área de risco;
  • Definir ações para redução (prevenção e mitigação) dos riscos que podem resultar em desastre de origem antropogênica;
  • Identificar e manter lista atualizada de profissionais e gestores a serem contatados;
  • Identificar e manter medicamentos, insumos, equipamentos e veículos a serem prontamente disponibilizados;
  • Estabelecer fluxo de informação para população, imprensa e demais atores envolvidos na resposta;
  • Definir sistema de alerta para evitar ou reduzir exposição humana às radiações ionizantes, empreendimentos ou atividades perigosas, caso o desastre venha a acontecer;
  • Organizar as ações de resposta, em função dos cenários (avaliação da população exposta/intoxicada ou ferida/atingida, avaliação dos prejuízos aos serviços públicos essenciais, avaliação dos recursos de saúde disponíveis e necessários);
  • Garantir a execução dos serviços de saúde (assistência farmacêutica, pré-hospitalar, hospitalar, exames clínicos, análises ambientais) necessários para atenção à saúde da população em risco ou atingida.

Qual a responsabilidade da Vigilância em Saúde Ambiental, nas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), em acidentes com radiações ionizantes que podem resultar em desastre de origem antropogênica?
A atuação da Vigilância em Saúde Ambiental, em parceria com os atores do Sistema Único de Saúde, tem por compromisso a vigilância e intervenção dos fatores de risco (elementos nucleares e radiológicos, atividades e empreendimentos que utilizam radiações ionizantes, bem como, das condições que geram vulnerabilidades) que determinam a ocorrência de desastres de origem antropogênica.

Além disso, cabe a Vigilância em Saúde Ambiental executar ou colaborar na resposta do setor saúde, para redução dos agravos e doenças que podem resultar da exposição humana a esses eventos de relevância para a saúde pública.

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