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Vigilância em Saúde

Efeitos à Saúde Humana

Publicado: Segunda, 28 de Agosto de 2017, 09h37

A maioria da população está exposta a baixas concentrações de chumbo presentes no meio ambiente. No entanto, com o aumento da exposição ao chumbo, provocada pela atividade humana, os indivíduos poderão apresentar sinais e sintomas decorrentes da exposição a essa substância, cuja gravidade dependerá dos seguintes fatores:

  • Dose de chumbo absorvida e duração da exposição;
  • Características individuais, como sexo, idade, estado de saúde e variações genéticas;
  • Exposição simultânea a outras substâncias;
  • Via de exposição (inalação ou ingestão).

A exposição humana ao chumbo pode ser ocupacional; ambiental, através do contato com ar, poeira, alimento ou água contaminados; ou através de produtos contendo chumbo (tintas, maquiagem, etc).

A exposição ocupacional se dá principalmente em trabalhadores de fundições, indústrias de baterias, fabricantes de PVC, extração de minérios contendo chumbo, produção de acumuladores elétricos, instrutor de tiro, entre outros. O quadro de exposição crônica ao chumbo desenvolvido por trabalhadores é conhecido como Saturnismo.

Portaria/GM/MS nº 1339, de 18 de novembro de 1999, que institui a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, lista uma série de doenças causalmente relacionadas ao chumbo.

Como explicado anteriormente, a contaminação do ar e a poeira se devem a inúmeras atividades econômicas envolvendo chumbo. Já a contaminação da água ocorre principalmente pela utilização de chumbo em canos, cisternas e reservatórios, enquanto os alimentos com chumbo podem ser oriundos do plantio em áreas contaminadas ou da ingestão de animais com acúmulo em seus tecidos.

O chumbo inalado é absorvido pelos pulmões e atinge rapidamente a corrente sanguínea. No caso do chumbo ingerido, apenas parte será absorvido pelo trato gastrointestinal, atingindo a corrente sanguínea. Diversos fatores influenciam essa absorção, entre os quais se destacam a presença de alimentos no trato gastrointestinal e a idade: alguns estudos sugerem que a presença de alimentos no estômago dificultem a absorção de chumbo e que crianças são mais suscetíveis à intoxicação pela via gastrointestinal que adultos. Já a absorção de chumbo pela pele é pouco significativa, visto que os compostos orgânicos de chumbo caíram em desuso.

Após chegar à corrente sanguínea, o chumbo é distribuído para o fígado, rins, cérebro, baço, coração e tecidos moles. Ao longo do tempo, parte do chumbo é armazenada nos ossos e dentes, onde pode permanecer na forma de fosfato de chumbo por décadas. Finalmente, a maior parte do chumbo não armazenado é eliminada através das fezes e da urina.

Os principais efeitos deletérios do chumbo são no sistema nervoso (encefalopatia crônica, alterações cognitivas e de humor, neuropatia periférica) e nos rins (nefropatia com gota, insuficiência renal crônica e síndrome de Fanconi). Em casos mais graves, os danos cerebrais e renais podem levar à morte. Além disso, outros sinais e sintomas podem ser observados: fadiga; irritabilidade; distúrbios do sono; dor de cabeça; dificuldades de concentração; redução da libido; fraqueza nos dedos, pulsos e tornozelos; cólicas abdominais; anorexia; náuseas; constipação intestinal; diarreia; pequeno aumento da pressão arterial; anemia; aborto em grávidas; parto prematuro; desenvolvimento neurológico comprometido em crianças; infertilidade masculina; entre outros.

No tocante ao potencial carcinogênico, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (International Agency for Research on Cancer, IARC) classifica o chumbo e seus compostos inorgânicos como “possivelmente carcinogênicos para humanos” (grupo 2B), visto que pesquisas com animais demonstraram o desenvolvimento de tumores renais após a ingestão de altas concentrações desses compostos. Assim, o chumbo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos elementos químicos mais perigosos à saúde humana.

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