Ir direto para menu de acessibilidade.

Dia Mundial de Luta Contra a Aids - 30 anos

Início do conteúdo da página

Vigilância em Saúde

Vigisolo

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Terça, 30 de Maio de 2017, 10h07 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 12h04

Diante do processo da modernização e suas consequências, como a poluição e degradação ambiental, a industrialização acelerada e o uso de novos métodos tecnológicos na agricultura, a humanidade está sujeita a riscos decorrentes da exposição a inúmeros agentes potencialmente tóxicos.

Além do modelo de desenvolvimento industrial, a contaminação ambiental por substâncias químicas e resíduos perigosos está associada ao controle e normatizações relacionadas às instalações industriais, os métodos de tratamento e disposição final de resíduos perigosos, além do abandono de plantas industriais. Também estão relacionados outros aspectos da política de desenvolvimento econômico, como a utilização não-sustentável de recursos naturais, a dependência de fontes não renováveis de energia, a geração de resíduos, a utilização de produtos químicos e a produção e consumo de bens e serviços.

Como componente da Vigilância em Saúde Ambiental, a Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos (Vigipeq) trabalha com os contaminantes químicos que interferem na saúde humana e nas inter-relações entre o homem e o ambiente, buscando articular ações de saúde integradas – prevenção, promoção, vigilância e assistência à saúde de populações expostas a contaminantes químicos. Nessa mesma linha, atua também um dos componentes do Vigipeq, que é a Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Áreas Contaminadas (Vigisolo).


Modelo de Atuação

O fluxo de atuação proposto pelo Vigipeq estabelece etapas para nortear as ações, uma vez que as situações de exposição humana a contaminantes químicos são específicas, tendo características próprias que devem ser analisadas caso a caso. Para que sejam desenvolvidas as etapas propostas no fluxo, podem ser adotadas duas formas de conduta, que podem ser concomitantes e não exclusivas: proativa e reativa (Figura 1).

 

Figura 1. Modelo de atuação da Vigilância em saúde de populações expostas a contaminantes químicos

A conduta proativa está relacionada à antecipação ao problema, voltada para a prevenção de impactos negativos, além da promoção da saúde da população potencialmente exposta.

A conduta reativa está relacionada a uma situação problema instalada, onde as consequências já se manifestaram. Esta conduta pode ser desencadeada por meio de uma denúncia da população, ou mesmo por uma mudança sensível no padrão de morbimortalidade devido à influência de fontes emissoras de contaminação. Neste caso, são adotadas medidas para minimizar os impactos e, desta forma, melhorar a qualidade de vida da população exposta.

É importante destacar que no decorrer de todo o fluxo de atuação é necessária a articulação intra e intersetorial para a qualificação dos dados, definição e implementação de ações de curto, médio e longo prazo.

São propostas cinco etapas:

  • Identificação;
  • Priorização;
  • Avaliação, Análise e Diagnóstico;
  • Protocolo e Rotina;
  • Sistema de informação.

No que se refere ao Vigisolo, com a inserção dos dados relacionados à identificação de populações expostas ou potencialmente expostas no Sistema de Informação de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Solo Contaminado (Sissolo), é possível agregar os dados coletados, analisá-los e, assim, propor estratégias de ação para cada tipo de população, contaminante, área etc.

As informações levantadas devem ser qualificadas com o objetivo de identificar uma possível exposição humana e contaminação ambiental, identificar os contaminantes de interesse e as rotas de exposição, subsidiando a elaboração de protocolos para avaliação e acompanhamento da saúde das populações expostas a contaminantes químicos. Os protocolos se propõem a organizar a demanda já existente nos serviços de saúde, buscando atender às especificidades para contribuir com a melhoria da qualidade de vida e redução da morbimortalidade pela exposição humana a áreas contaminadas por contaminantes químicos.

A comunicação de risco e o sistema de informação permeiam todas as etapas propostas no modelo de atuação permitindo a divulgação, apropriação das informações e definição de estratégias de ação necessárias para a atenção integral à saúde de populações expostas a contaminantes químicos.

Principais ações do Vigisolo

  • Identificar e priorizar áreas com populações expostas ou potencialmente expostas a contaminantes químicos;
  • Desenvolver estratégia de gestão para atuação em áreas com populações expostas ou potencialmente expostas, incluindo avaliação de risco à saúde humana e protocolos de acompanhamento da saúde da população;
  • Coordenar e estimular ações intrasetoriais entre as áreas de vigilância ambiental, epidemiológica, sanitária, saúde do trabalhador, atenção básica e laboratórios de saúde pública;
  • Desenvolver, implementar, qualificar e realizar análise sistemática dos dados do sistema de informação de vigilância em saúde de populações expostas ou potencialmente expostas em áreas contaminadas;
  • Definir e monitorar indicadores;
  • Elaborar e implementar programa de comunicação de risco à saúde;
  • Apoiar a capacitação de profissionais;
  • Realizar articulação intersetorial, com destaque para os órgãos ambientais;
  • Apoiar o desenvolvimento de ações de educação em saúde e mobilização social;
  • Apoiar o desenvolvimento de estudos e pesquisas.

 

Veja mais

Diretrizes para a priorização de áreas com populações sob risco de exposição a contaminantes químicos

Ficha sissolo - Identificação de áreas com populações expostas ou potencialmente expostas a contaminantes químicos

Manual sissolo - Sistema de informação de vigilância em saúde de populações expostas a solo contaminado

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página